Primeiramente, queria falar, para fins de registro, que não me considero nem de esquerda, direita, centro, pois não existe nenhum partido político que me represente.
Bom, nas últimas semanas o assunto que tem dominado as rodas de conversas, tem sido política. Não tem como escapar desse tema, já que nos afeta como um todo. Especialmente porque desde as eleições de 2014 estamos vivendo um momento de efervescência política. Para ser mais realista, estamos vivendo esse momento desde os protestos de 2013, que mobilizou a sociedade contra, primeiramente, o aumento da tarifa do ônibus nas grandes cidades do Brasil. Logo depois outros grupos passaram a protestar, pelos mais diversos motivos. Até então eu, na época estudante de história, acreditava piamente que a minha geração estava fazendo bonito, indo às ruas para protestar contra o que estava de errado nesse país. Bom, hoje é 2016, a Dilma se reelegeu, a oposição desde então não aceita a derrota e busca desesperadamente um jeito de acabar com seu governo. E como sempre existem milhões de pessoas que comungam com essas idéias de que sim, eu posso mexer nas regras do jogo se eu não estou gostando do resultado. Não concordo com o pedido de impeachment que corre agora no Senado, se o vice também não for cassado. Não admito que o presidente da Câmara e do Senado, que são bandidos da pior espécie, fiquem impunes da merecida punição. Assim como não acredito nos "nobres deputados" que nos seus discursos no momento da votação falaram ser contra a corrupção. Aquele espetáculo dantesco só mostra como é o respeito dos deputados com o povo. O mesmo povo que os partidos políticos, que são representados por essa corja, mobilizam para seus protestos. Sou contra o afastamento da presidente, pois não resolve nada, a não ser para aqueles que são mal perdedores. E já adianto que "fatos, provas e evidências" existem aos montes, dos dois lados.